A reabilitação auditiva na população pediátrica representa um dos maiores desafios para as equipes multidisciplinares dedicadas ao tratamento da perda auditiva. Ao contrário dos adultos, nos quais a restauração da audição visa principalmente recuperar habilidades comunicativas previamente adquiridas, nas crianças a intervenção tem um impacto direto sobre o desenvolvimento da linguagem, a aprendizagem, as habilidades cognitivas e a integração social. Por esse motivo, cada decisão clínica, desde a seleção do candidato até a escolha da tecnologia e da técnica cirúrgica, pode influenciar significativamente o prognóstico funcional a longo prazo.
Em crianças com perda auditiva condutiva ou mista secundária a malformações congênitas, como a microtia e a atresia do conduto auditivo externo, o desafio inclui o reto anatômico. Essas condições não apenas limitam a transmissão do som para o ouvido interno, mas também apresentam importantes desafios anatômicos e cirúrgicos que obrigam o especialista a equilibrar cuidadosamente a segurança do procedimento com a necessidade de proporcionar uma reabilitação auditiva eficaz desde a mais tenra idade.
Nos últimos anos, o sistema ativo de condução óssea Cochlear™ Osia® transformou esse cenário terapêutico. Ao contrário das gerações anteriores de dispositivos osteointegrados, essa tecnologia busca otimizar a transmissão da energia vibratória ao osso por meio de mecanismos que reduzem a atenuação do sinal e melhoram especialmente a reprodução das frequências altas, fundamentais para a percepção da fala e o desenvolvimento da linguagem. Vários estudos clínicos demonstraram que esse sistema oferece melhorias significativas no ganho funcional, no reconhecimento da fala em silêncio e em ambientes ruidosos, bem como altos níveis de satisfação relatados por pacientes e familiares (Florentine et al., 2022; Tejani et al., 2025)¹,².
O sistema Cochlear™ Osia® tem despertado um interesse crescente na população pediátrica devido à combinação de tecnologia piezoelétrica ativa, resultados audiológicos consistentes e um perfil cirúrgico que continua evoluindo para se adaptar às particularidades anatômicas das crianças. A recente ampliação de suas indicações regulatórias em diversos países para pacientes a partir dos cinco anos de idade reflete as evidências científicas crescentes que respaldam seu uso em candidatos cuidadosamente selecionados (Tejani et al., 2025)².
No entanto, implantar um sistema de condução ósea ativo em uma criança implica muito mais que reproduzir a técnica utilizada em um adulto. A menor dimensão do crânio, a redução grosseira da mesa óssea, a fragilidade dos tejidos blandos e o contínuo crescimento anatômico exigem um planejamento cirúrgico meticuloso e uma execução extremamente cuidadosa para minimizar complicações e garantir resultados estáveis a um largo espaço. Em pacientes com microtia, esse desafio é amplamente considerado ao considerar o posicionamento estratégico do implante, de maneira que não interfira em uma eventual reconstrução auricular ou em outros procedimentos reconstrutivos do pavilhão auricular. Por isso, o planejamento pré-operatório deve integrar tanto as características anatômicas individuais quanto a estratégia terapêutica no longo prazo, favorecendo uma abordagem coordenada entre o otólogo e o cirurgião reconstrutivo.
É justamente sobre esses aspectos que reflete o Dr. Carlos Felipe Franco, otologista colombiano com ampla experiência em cirurgia otológica e implantologia auditiva. Em sua experiência clínica, a cirurgia pediátrica exige uma abordagem especialmente conservadora, na qual cada etapa visa preservar a integridade dos tecidos e favorecer uma osteointegração adequada do implante, reduzindo, ao mesmo tempo, o risco de complicações cutâneas ou de exposição do dispositivo.
Neste artigo, revisaremos os princípios anatômicos e cirúrgicos que fundamentam o uso do sistema Cochlear™ Osia® em crianças, analisaremos os critérios atuais para a seleção de candidatos, revisaremos as evidências científicas mais recentes sobre seus resultados audiológicos e funcionais e exploraremos como um planejamento adequado pode contribuir para oferecer uma reabilitação auditiva mais eficaz para crianças com microtia, atresia e outras condições suscetíveis de se beneficiarem dessa tecnologia.
1. A cirurgia de condução óssea em crianças: muito mais do que uma versão reduzida da cirurgia em adultos:
Um dos erros mais frequentes ao abordar a reabilitação auditiva pediátrica é presumir que as técnicas cirúrgicas empregadas em adultos possam ser reproduzidas de maneira semelhante em uma criança, modificando apenas o tamanho do implante ou da incisão. No entanto, a cirurgia de condução óssea na população pediátrica apresenta desafios anatômicos, biomecânicos e biológicos próprios, que exigem um planejamento específico e uma execução altamente cuidadosa.
Como explica o Dr. Carlos Felipe Franco, “adaptar ou implantar em pacientes pediátricos não é fácil”, pois a anatomia infantil é consideravelmente menor e mais frágil, com tecidos musculocutâneos mais delicados e uma espessura óssea menor do que a observada em adultos. Essas características obrigam o cirurgião a realizar um procedimento gradual, cuidadoso e respeitoso em relação a cada plano anatômico, a fim de garantir a estabilidade do implante e minimizar o risco de complicações.
A anatomia pediátrica apresenta desafios únicos:
Durante os primeiros anos de vida, o osso temporal continua seu desenvolvimento estrutural. A cortical mastoide é mais fina, a densidade óssea ainda está em processo de maturação e os tecidos moles apresentam menor espessura e resistência mecânica. Essas condições podem aumentar o risco de complicações se não forem devidamente consideradas durante o planejamento cirúrgico.
Estudos morfométricos realizados por tomografia computadorizada demonstraram que a espessura da cortical mastoide aumenta progressivamente durante o crescimento, embora haja uma variabilidade individual significativa. Em crianças candidatas a um sistema ativo de condução óssea, a avaliação pré-operatória por meio de imagens é fundamental para determinar a disponibilidade de osso suficiente para a fixação segura do implante, bem como para identificar a relação com estruturas críticas, como a duramãe e o seio sigmóide (Posta et al., 2022)³.
A avaliação pré-cirúrgica não só permite confirmar a existência de espessura óssea suficiente para a fixação do implante, mas também identificar estruturas anatômicas críticas — como a duramãe e o seio sigmóide — cuja proximidade pode influenciar a escolha do local de implantação e a estratégia cirúrgica.
Uma cirurgia baseada na preservação dos tecidos:
Além do componente ósseo, um dos aspectos que recebe maior ênfase na experiência do Dr. Franco é o manejo dos tecidos moles.
Conforme ele descreve, o procedimento começa com uma incisão atraumática realizada por planos anatômicos, seguida de uma identificação cuidadosa de uma superfície óssea lisa e com espessura adequada para receber o implante. Posteriormente, o fechamento também é realizado por planos, profundo, superficial e cutâneo, com o objetivo de preservar a vascularização, diminuir a tensão sobre a ferida cirúrgica e reduzir o risco de complicações pós-operatórias.
Essa abordagem está em consonância com as recomendações atuais para a implantação de sistemas ativos de condução óssea. A literatura descreve que a preservação adequada dos tecidos moles favorece a cicatrização, diminui a incidência de deiscências cutâneas e reduz significativamente a probabilidade de exposição ou extrusão do implante — complicações que, historicamente, têm sido motivo de preocupação nesse tipo de procedimento (Mylanus et al., 2020; Briggs et al., 2022; Mozaffari et al., 2025)⁴,⁵,⁷.
O papel do implante BI300 de 3 mm na população pediátrica:
Um dos aspectos técnicos destacados pelo Dr. Franco é o uso predominante do implante BI300 de 3 mm em crianças.
De acordo com sua experiência, esse diâmetro proporciona um equilíbrio adequado entre estabilidade mecânica e segurança cirúrgica. Seu comprimento menor permite uma fixação confiável mesmo em placas ósseas finas, reduzindo simultaneamente o risco de comprometer estruturas intracranianas durante a osteotomia.
Essa observação é corroborada por estudos recentes que avaliaram a anatomia mastóidea pediátrica por meio de reconstruções tridimensionais e modelos morfométricos. Essas pesquisas mostram que o implante de 3 mm oferece uma alternativa segura para muitos pacientes a partir dos cinco anos de idade, desde que haja um planejamento adequado com base em imagens pré-operatórias.
Além disso, destacam que o design do sistema Osia facilita o posicionamento do implante de forma compatível com as características anatômicas específicas dessa população, preservando tanto a estabilidade biomecânica quanto o resultado estético (Posta et al., 2022)³.
A experiência cirúrgica continua sendo um fator determinante:
Embora os avanços tecnológicos tenham ampliado as possibilidades terapêuticas dos sistemas ativos de condução óssea, o sucesso clínico continua dependendo, em grande medida, da experiência da equipe cirúrgica.
A seleção correta do paciente, a análise cuidadosa da anatomia, o manuseio delicado dos tecidos e o respeito por cada um dos planos cirúrgicos constituem elementos indissociáveis de uma cirurgia bem-sucedida. Como resume o Dr. Franco, em pacientes pediátricos “temos que ser ainda mais cuidadosos”, justamente porque a fragilidade de seus tecidos exige uma técnica meticulosa voltada para diminuir complicações e favorecer uma recuperação adequada.
Nesse contexto, a implantação do sistema Cochlear™ Osia® não deve ser entendida apenas como a colocação de um dispositivo tecnológico avançado, mas como um procedimento que integra conhecimento anatômico, experiência cirúrgica e planejamento individualizado para oferecer uma reabilitação auditiva segura e duradoura desde os primeiros estágios do desenvolvimento infantil.
2. ¿ Por que o sistema Cochlear™ Osia® representa uma evolução na reabilitação auditiva pediátrica?
A escolha de um sistema de condução ósea para uma criança não depende apenas de sua capacidade para restaurar a audição. Também deve-se considerar o que de forma eficaz fornece acesso à informação acústica necessária para melhorar o desenvolvimento da linguagem, otimizar a compreensão da conversa em situações da vida diária e promover uma participação ativa do bebê nos ambientes escolar, familiar e social.
Nesse contexto, o sistema Cochlear™ Osia® representa um avanço significativo entre os sistemas implantáveis de condução óssea, ao incorporar um transdutor piezoelétrico ativo projetado para otimizar a transmissão da energia vibratória para o ouvido interno.
Além da condução óssea tradicional:
Durante décadas, os sistemas de condução óssea têm permitido a reabilitação de pacientes com perda auditiva condutiva, mista ou surdez unilateral por meio da transmissão de vibrações diretamente ao osso temporal, contornando o ouvido externo e o ouvido médio.
Atualmente, os avanços tecnológicos buscam melhorar a eficiência com que essa energia chega à cóclea.
Os implantes passivos dependem de que o processador gere a vibração e a transmita, por meio de acoplamento mecânico, para o implante e, posteriormente, para o osso. Embora essa estratégia tenha demonstrado excelentes resultados clínicos ao longo de muitos anos, parte da energia vibratória pode se dissipar antes de atingir o ouvido interno, especialmente nas frequências mais altas.
O sistema Cochlear™ Osia® apresenta uma abordagem diferente por meio do uso de um transdutor piezoelétrico ativo localizado sob a pele. Em vez de depender exclusivamente da vibração mecânica gerada pelo processador externo, o sinal elétrico é transmitido ao implante, onde o transdutor converte essa energia em vibrações mecânicas diretamente sobre o osso. Esse projeto permite uma transmissão mais eficiente da energia vibratória e uma resposta particularmente favorável nas frequências agudas, fundamentais para a percepção da fala (Mylanus et al., 2020; Briggs et al., 2022)⁴,⁵.
Do ponto de vista fisiológico, isso significa que uma proporção maior da energia acústica pode chegar à cóclea com menor perda durante o processo de transmissão, favorecendo uma percepção sonora mais rica e precisa.
A importância clínica das frequências altas no desenvolvimento infantil:
Um dos aspectos que o Dr. Carlos Felipe Franco destaca em sua experiência clínica é que o sistema Osia não apenas reabilita as frequências habituais da conversação, mas também proporciona uma melhor reabilitação das frequências agudas, aspecto que ele considera especialmente importante para as crianças devido às exigências auditivas próprias do ambiente escolar e da comunicação cotidiana.
Essa observação tem um sólido fundamento científico.
Os fonemas de alta frequência —como /s/, /f/, /sh/, /t/, /k/ y /ch/— contêm informações essenciais para a compreensão da fala. Embora transportem pouca energia acústica, eles fornecem grande parte dos detalhes que permitem diferenciar palavras semelhantes e compreender corretamente as conversas.
Por exemplo, distinguir entre expressões como “casa” e “casas”, “pato” e “gato” ou identificar corretamente os plurais depende, em grande medida, da percepção desses componentes espectrais de alta frequência (Stelmachowicz et al. 2004)⁶.
Diversos estudos sobre o desenvolvimento da linguagem (Yoshinaga-Itano et al., 1998)⁸ demonstraram que a percepção adequada desses sinais durante os primeiros anos de vida influencia diretamente sobre:
- A aquisição da linguagem oral.
- O desenvolvimento fonológico.
- O início da alfabetização.
- O desempenho escolar.
- As habilidades comunicativas e sociais.
Por isso, uma reabilitação auditiva que preserve o máximo possível de informações espectrais pode ter implicações que vão além da simples melhora dos limiares audiométricos.
Audição em ambientes ruidosos: um dos maiores desafios da população pediátrica:
A criança passa boa parte de sua vida em ambientes onde o ruído de fundo é constante. Salas de aula, pátios de recreio, academias, restaurantes ou até mesmo reuniões familiares representam cenários acusticamente complexos, onde várias conversas ocorrem simultaneamente e a distância em relação ao interlocutor muda continuamente.
Nessas condições, mesmo pequenas limitações na percepção das frequências agudas podem resultar em dificuldades significativas para compreender as instruções do professor, participar de atividades em grupo ou acompanhar conversas com outras crianças.
Justamente por esse motivo, o Dr. Franco destaca que a recuperação das frequências agudas por meio do sistema Osia é especialmente relevante para a compreensão da fala em ambientes ruidosos, uma habilidade auditiva fundamental durante toda a fase escolar.
Estudos clínicos publicados nos últimos anos corroboram essa constatação. Pesquisas multicêntricas documentaram melhorias significativas tanto no reconhecimento da fala em silêncio quanto em ambientes ruidosos após a implantação do sistema Osia na população pediátrica, acompanhadas de aumentos significativos na satisfação dos pacientes e de suas famílias (Florentine et al., 2022; Tejani et al., 2025)¹,².
Além da audição: promover o desenvolvimento integral da criança:
O objetivo final da reabilitação auditiva infantil não consiste apenas em melhorar um audiograma.
O verdadeiro propósito é oferecer à criança as melhores oportunidades para desenvolver sua linguagem, construir relações sociais, participar ativamente do ambiente educacional e alcançar um desenvolvimento cognitivo condizente com seu potencial.
Nesse sentido, a restauração da audição funcional por meio de tecnologias que permitam um acesso mais completo às informações da fala pode contribuir para reduzir o esforço auditivo, favorecer a interação cotidiana e facilitar a participação da criança em atividades acadêmicas e sociais.
Conclusão
A reabilitação auditiva em crianças com hipoacusia condutiva que se beneficia da condução óssea representa um desafio que exige muito mais do que a escolha de uma tecnologia avançada. Requer uma avaliação integral do paciente, uma seleção cuidadosa do candidato, um planejamento cirúrgico individualizado e um acompanhamento multidisciplinar que apoie a criança e sua família durante todo o processo de reabilitação.
A experiência compartilhada pelo Dr. Carlos Felipe Franco mostra que o sucesso da implantação do sistema Cochlear™ Osia® começa muito antes do procedimento cirúrgico. Compreender as particularidades anatômicas do paciente pediátrico, respeitar a fragilidade dos tecidos moles, selecionar cuidadosamente o local da implantação e realizar uma técnica cirúrgica meticulosa são elementos fundamentais para reduzir complicações e promover resultados estáveis a longo prazo.
A isso se soma uma evidência científica crescente que corrobora o uso do sistema Osia em uma população pediátrica cuidadosamente selecionada. Estudos publicados nos últimos anos demonstraram melhorias significativas no ganho funcional, no reconhecimento da fala — especialmente em ambientes ruidosos —, na percepção das frequências agudas e na qualidade de vida relacionada à audição. Esses resultados assumem especial importância durante a infância, fase em que o acesso oportuno às informações auditivas constitui um fator determinante para o desenvolvimento da linguagem, da aprendizagem e da participação social.
A indicação do sistema Cochlear™ Osia® deve fazer parte de uma estratégia terapêutica individualizada, baseada em uma avaliação audiológica completa, na análise anatômica por meio de imagens, nas necessidades funcionais do paciente e nas expectativas da família. Somente por meio dessa abordagem é possível oferecer uma reabilitação auditiva centrada na pessoa e voltada para maximizar os resultados funcionais a longo prazo.
Em um cenário em que a inovação tecnológica continua transformando as possibilidades de tratamento, o verdadeiro desafio para os profissionais da saúde auditiva consiste em integrar essa inovação a uma prática clínica baseada em evidências. Quando a experiência cirúrgica, a seleção adequada do candidato e a tecnologia convergem, é possível oferecer a muitas crianças não apenas um melhor acesso ao som, mas também maiores oportunidades para desenvolver seu potencial comunicativo, educacional e social desde os primeiros estágios da vida.
Veja aqui a entrevista com o Dr. Franco:
Sobre o Dr. Carlos Felipe Franco
O Dr. Carlos Felipe Franco é médico formado pela Universidade de La Sabana, com ênfase em Saúde Pública, especialista em Otorrinolaringologia e subespecialista em Otologia pela Universidade Militar Nueva Granada, em Bogotá, Colômbia.
Possui experiência no diagnóstico e tratamento de patologias do ouvido, da laringe, da rinossinusologia, da apneia obstrutiva do sono e da otorrinolaringologia pediátrica, com especial interesse em cirurgia otológica e reabilitação auditiva por meio de tecnologias implantáveis.
Ao longo de sua trajetória profissional, ele promoveu uma abordagem de atendimento centrada no paciente, fundamentada na prática clínica baseada em evidências, no trabalho multidisciplinar e na tomada de decisões individualizadas, com o objetivo de oferecer soluções que contribuam para melhorar a qualidade de vida das pessoas com perda auditiva.
Membro da Associação Colombiana de Otorrinolaringologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Cirurgia Maxilofacial e Cirurgia Estética Facial (ACORL) e da Associação Colombiana de Otologia e Neurotologia (ACON).
D2481310
Referências:
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- Tejani VD, Stevens S, Meyer A, Bartoshuk M, Berry S, Aubuchon P, Cismas M, Doolittle S, Drob J, Flores N, Hill LM, Levy EM, Litton H, Maher R, Marchegiani A, Mauro L, Moyer C, Novak JLS, Purdy J, Tribble M, Murray G. Audiological outcomes of the Cochlear Osia 2 bone conduction system implanted under expanded indications in a pediatric population. Int J Audiol. 2025 Sep 4:1-10. doi: 10.1080/14992027.2025.2550530. Epub ahead of print. PMID: 40906592.
- Posta B, Perenyi A, Szabo L, Nagy R, Katona G, Csakanyi Z, Rovo L, Bere Z. Pediatric morphometric study to guide the optimized implantation of the Osia® 2 implant system. Eur Arch Otorhinolaryngol. 2022 Oct;279(10):4909-4915. doi: 10.1007/s00405-022-07338-2. Epub 2022 Mar 16. PMID: 35292851; PMCID: PMC9474535.
- Mylanus EAM, Hua H, Wigren S, Arndt S, Skarzynski PH, Telian SA, Briggs RJS. Multicenter Clinical Investigation of a New Active Osseointegrated Steady-State Implant System. Otol Neurotol. 2020 Oct;41(9):1249-1257. doi: 10.1097/MAO.0000000000002794. PMID: 32925852; PMCID: PMC7497889.
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- Stelmachowicz PG, Pittman AL, Hoover BM, Lewis DE, Moeller MP. The importance of high-frequency audibility in the speech and language development of children with hearing loss. Arch Otolaryngol Head Neck Surg. 2004 May;130(5):556-62. doi: 10.1001/archotol.130.5.556. PMID: 15148176.
- Mozaffari M, Guderley N, Rimmer J, Monksfield P, Jiang D, Jephson C. Surgical and audiometric outcomes of active osseointegrated bone-conduction hearing device (Cochlear™ Osia® 2 system) placement from a tertiary paediatric centre. International Journal of Pediatric Otorhinolaryngology. 2025;190:112272. doi: 10.1016/j.ijporl.2025.112272.
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