É possível programar o processador de som à distância?

Processador de som à distância
outubro 12, 2020

A quarentena e o isolamento para conter a pandemia covid-19 obrigou alguns usuários de implante coclear a realizar à distância as reprogramações dos seus processadores de som. O tele monitoramento torna isso possível.

Pode acontecer com qualquer usuário de implante que o processador apresente alguma falha e o som já não seja claro. Há que ser feita a revisão e, em algumas situações, reprogramá-lo. Não há problema… a não ser que estejamos em quarentena e ir ao especialista seja algo complicado.

Durante a quarentena, alguns usuários receberam em sua casa o processador de som (a parte externa que complementa o implante coclear ou de condução óssea) e, por meio de uma chamada de vídeo, o processo de “instalação” é feito com acompanhamento.

Trata-se do tele monitoramento, explica María Piedad Núñez, fonoaudióloga especialista em audiologia e Gerente da Clínica da Cochlear™ Colômbia. “O que fazemos é organizar tecnicamente o processador: o programamos com um software especial de acordo com umas medições de audição prévias que temos armazenadas de cada usuário ou de acordo com dados estatísticos que nos ajudam a nos aproximarmos às necessidades auditivas do paciente. Depois o enviamos por e-mail ao usuário e por meio de uma chamada de vídeo os acompanhamos no processo de recepção e os guiamos no processo “.

Para que se programa o processador de som?

Os humanos têm um campo auditivo muito amplo. Para as pessoas com perda auditiva, esse campo é limitado e a programação do implante visa permitir a percepção desde o som mais baixo até o mais cômodo mediante a estimulação elétrica. E cada pessoa tem um nível diferente, uma sensação auditiva distinta.

A criação desse campo auditivo é um processo no qual o usuário participa quando tem a capacidade de explicar como está escutando, mas para aqueles que não conseguem, se usam métodos objetivos, medições no momento cirúrgico para saber a reação do nervo para prever o campo auditivo.

Com que frequência há que reprogramar o processador de som?

Entre a operação para realizar o implante e a ativação do processador de som, normalmente há um intervalo de quatro semanas. Essa é a primeira programação do componente externo.

Depois de um mês realiza-se o primeiro controle e se calibra segundo a necessidade. As seguintes revisões são em três e seis meses e um ano, com reprogramações (se forem necessárias) segundo a reação do nervo auditivo.

Os implantes estão feitos para durar toda a vida, mas para os processadores de som são necessárias certas reprogramações, bem como atualizações, pois com o tempo chegam novas tecnologias que melhoram a experiência de escutar. 

No entanto, o usuário deve aprender a conhecer o funcionamento do seu processador e identificar se é necessária uma supervisão técnica para revisar se está operando como deveria.

Para as populações remotas

Outra modalidade que é aplicada na Cochlear para seus usuários que estão em áreas remotas onde não há especialistas em audição, é localizar profissionais que possam seguir as instruções.

“Nós lhes enviamos o computador e a interface de programação e, através de uma plataforma de chamadas de vídeo, vamos fazendo seguimento e acompanhamento na programação e iniciação dos processadores”, conta María Piedad.

Tenha em conta
A informação neste guia é somente para fins educativos e não tem a intenção de diagnosticar, prescrever tratamento ou substituir o conselho do médico. Consulte o seu médico ou profissional da saúde sobre os tratamentos para a perda da audição. Eles poderão assessorar sobre uma solução adequada para a sua condição de perda auditiva. Todos os produtos devem ser usados somente segundo as indicações do seu médico ou profissional da saúde. Nem todos os produtos estão disponíveis em todos os países. Por favor, entre em contato com seu representante local da Cochlear™.

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